A EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Poder emana do povo
De acordo com a Emenda Constitucional no. 1, de 1969, artigo 1o, parágrafo 1º, "todo poder emana do povo e em seu nome será exercido". Na atual Constituição, os ilustres constituintes de 1988 acharam melhor fazer a seguinte alteração:
art. 1º, § único. “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
art. 1º, § único. “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Dá pra sentir aí um certo preciosismo daqueles parlamentares que não perderam a oportunidade de deixar claro que o poder emana do povo sim, mas somente os eleitos podem ter a última palavra e decidir a despeito da vontade de quem neles votou.
A prova disso foi dada na última quarta-feira, 7/3, quando o Congresso Nacional adiou, mais uma vez, a votação do projeto de Lei Ficha Limpa, apesar das mais de 1,6 milhão de assinaturas respaldando a inciativa do povo brasileira de barrar candidatos com vida ficha suja.
A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretendem assumir algum cargo eletivo. Essa lei poderá tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades de quem pleiteia se candidatar.
Historicamente, o Congresso Nacional tem legislado em causa própria. Não tenho dúvida de que mais uma vez o fez, haja vista que grande parte dos 513 deputados federais estariam impedidos de concorrer às eleições, uma vez que estão mergulhados em processos, escândalos e demais atos ilícitos. O que fizeram para si, então? Votaram em benefício próprio.
Mais vez retomo os termos da Constituição federal: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Vejamos, então, o que os nobres representantes estão fazendo em nome do povo:
Segundo dados publicados no Diário da União e nos sites oficiais do governo, até o ano de 2005, essa foi a prestação de contas dos nossos representantes:
A prova disso foi dada na última quarta-feira, 7/3, quando o Congresso Nacional adiou, mais uma vez, a votação do projeto de Lei Ficha Limpa, apesar das mais de 1,6 milhão de assinaturas respaldando a inciativa do povo brasileira de barrar candidatos com vida ficha suja.
A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretendem assumir algum cargo eletivo. Essa lei poderá tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades de quem pleiteia se candidatar.
Historicamente, o Congresso Nacional tem legislado em causa própria. Não tenho dúvida de que mais uma vez o fez, haja vista que grande parte dos 513 deputados federais estariam impedidos de concorrer às eleições, uma vez que estão mergulhados em processos, escândalos e demais atos ilícitos. O que fizeram para si, então? Votaram em benefício próprio.
Mais vez retomo os termos da Constituição federal: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Vejamos, então, o que os nobres representantes estão fazendo em nome do povo:
Segundo dados publicados no Diário da União e nos sites oficiais do governo, até o ano de 2005, essa foi a prestação de contas dos nossos representantes:
1) O Governo Federal gastou mais de R$ 1 bilhão de reais em diárias com funcionários públicos, o total gasto corresponde a 5 vezes o orçamento global do Ministério da Cultura naquele ano, 3 vezes os gastos com o programa de Erradicação do Trabalho infantil, 3 vezes os gastos com o programa de Alfabetização de Jovens e Adultos e 42 vezes os gastos com o programa Primeiro Emprego.
2) Os deputados Federais aumentaram de R$ 35.350,00 (trinta e cinco mil e trezentos e cinqüenta reais) para R$ 44.187,50 (Quarenta e quatro mil, cento e oitenta e sete reais e cinqüenta centavos) a verba de gabinete para contratação de pessoal, esses sem o devido concurso público. Fora o salário de R$ 12.720,00 (Doze mil, setecentos e vinte reais), da verba indenizatória do exercício parlamentar de R$ 15.000,00 (Quinze mil reais – desde que apresentadas as notas fiscais). Os parlamentares ainda dispõem de quota telefônica e de correio de R$ 4.278,00 (Quatro mil, duzentos e setenta e oito reais); auxílio moradia de R$ 3.000,00 ( Três Mil Reais), quatro passagens aéreas de ida e volta a Brasília, por mês. Recebem 13º e 14º e ainda há um projeto para o 15º salário. Agora, calcule tudo e multiplique pelos 513 deputados federais. Isso sem contar com gastos semelhantes com o Senado Federal, a Câmara Distrital, as assembléias legislativas dos estados, as câmaras municipais e ainda os executivos federal, estadual e municipal. É mole?
3) Alguns Deputados Federais receberam diversas quantias entre R$ 20.000,00 (Vinte mil reais) e R$ 6.500.000,00 (Seis milhões e quinhentos mil reais) dos esquemas do mensalão para apoiar o governo em determinadas votações, ou seja, aparentemente, há uma suposta e escandalosa venda de votos.
4) Os supostos representantes do povo podem desfrutar de um sistema de apuração judicial diferenciado dos seres mortais comuns, denominado de foro privilegiado, sob o questionável argumento de que a proteção é para o cargo e não para a pessoa ocupante. Isso significa que se um prefeito fizer falcatruas, roubar dinheiro público, "aprontar" somente poderá ser julgado pelo Tribunal de Justiça, os Governadores pelo Superior Tribunal de Justiça, os deputados federais e senadores pelo Superior Tribunal Federal, etc. Ou seja, sempre se saboreiam boas pizzas.
5) O Governo Federal abriu o cofre e liberou R$ 500.000.000,00 (Quinhentos milhões de reais) para a execução de obras públicas em redutos eleitorais de deputados amigos dispostos a retribuírem o agrado com seus votos para que o Presidente da República elegesse o presidente da Câmara Federal. Ora, se as tais obras eram de fato tão necessárias, por que não houve a liberação para sanar os problemas antes do processo eleitoral na câmara? A impressão que se tem é de que há um escancarado esquema de compra de votos que beneficia criminosamente quem está dentro. E o que acontece?
2) Os deputados Federais aumentaram de R$ 35.350,00 (trinta e cinco mil e trezentos e cinqüenta reais) para R$ 44.187,50 (Quarenta e quatro mil, cento e oitenta e sete reais e cinqüenta centavos) a verba de gabinete para contratação de pessoal, esses sem o devido concurso público. Fora o salário de R$ 12.720,00 (Doze mil, setecentos e vinte reais), da verba indenizatória do exercício parlamentar de R$ 15.000,00 (Quinze mil reais – desde que apresentadas as notas fiscais). Os parlamentares ainda dispõem de quota telefônica e de correio de R$ 4.278,00 (Quatro mil, duzentos e setenta e oito reais); auxílio moradia de R$ 3.000,00 ( Três Mil Reais), quatro passagens aéreas de ida e volta a Brasília, por mês. Recebem 13º e 14º e ainda há um projeto para o 15º salário. Agora, calcule tudo e multiplique pelos 513 deputados federais. Isso sem contar com gastos semelhantes com o Senado Federal, a Câmara Distrital, as assembléias legislativas dos estados, as câmaras municipais e ainda os executivos federal, estadual e municipal. É mole?
3) Alguns Deputados Federais receberam diversas quantias entre R$ 20.000,00 (Vinte mil reais) e R$ 6.500.000,00 (Seis milhões e quinhentos mil reais) dos esquemas do mensalão para apoiar o governo em determinadas votações, ou seja, aparentemente, há uma suposta e escandalosa venda de votos.
4) Os supostos representantes do povo podem desfrutar de um sistema de apuração judicial diferenciado dos seres mortais comuns, denominado de foro privilegiado, sob o questionável argumento de que a proteção é para o cargo e não para a pessoa ocupante. Isso significa que se um prefeito fizer falcatruas, roubar dinheiro público, "aprontar" somente poderá ser julgado pelo Tribunal de Justiça, os Governadores pelo Superior Tribunal de Justiça, os deputados federais e senadores pelo Superior Tribunal Federal, etc. Ou seja, sempre se saboreiam boas pizzas.
5) O Governo Federal abriu o cofre e liberou R$ 500.000.000,00 (Quinhentos milhões de reais) para a execução de obras públicas em redutos eleitorais de deputados amigos dispostos a retribuírem o agrado com seus votos para que o Presidente da República elegesse o presidente da Câmara Federal. Ora, se as tais obras eram de fato tão necessárias, por que não houve a liberação para sanar os problemas antes do processo eleitoral na câmara? A impressão que se tem é de que há um escancarado esquema de compra de votos que beneficia criminosamente quem está dentro. E o que acontece?
6) Para atender os compromissos com sua base de sustentação, na última reforma Ministerial do Governo Federal, foram criados 2.797 novos cargos, sendo: 1.332 em comissão e 1.465 em funções gratificadas, sem concursos públicos, gerando acréscimo de despesas no valor anual de 58.000.000,00 (cinqüenta e oito milhões de reais).
7) Um trabalho realizado pelo economista José Roberto Afonso revela que, durante o ano de 2004, foram gastos 13,4 bilhões de reais. Dividindo esse gasto pelo número de habitantes do Brasil, cada brasileiro gastou R$ 73,70 (setenta e três reais e setenta centavos) por ano, ou R$ 6,15 (seis reais e quinze centavos) por mês, para cobrir as despesas com a manutenção dos vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Os poderes executivos, ou seja, O Presidente da República e Vice, os governadores dos estados e seus vices e os prefeitos municipais e seus vices e o Poder Judiciário não entraram nessa conta. Entrando, o montante subiria consideravelmente.
O poder é do povo (a soberania popular) que elege os seus representantes quando lhes outorga ou lhes delega um mandato parlamentar para o Legislativo ou para o Executivo. É importante destacar, todavia, que o povo não lhes passou nenhuma procuração para espoliarem e saquearem o erário em seu nome, muito menos mentirem descarada e impunemente para toda a nação.
O que se espera é que os eleitos contribuam para que o país prospere, levando consigo, nesse crescimento, os brasileiros que militam dia a dia, incansavelmente, pagando não só seus impostos, mas toda conta gerada pelas crises que atropelam a nação desde o Império.
7) Um trabalho realizado pelo economista José Roberto Afonso revela que, durante o ano de 2004, foram gastos 13,4 bilhões de reais. Dividindo esse gasto pelo número de habitantes do Brasil, cada brasileiro gastou R$ 73,70 (setenta e três reais e setenta centavos) por ano, ou R$ 6,15 (seis reais e quinze centavos) por mês, para cobrir as despesas com a manutenção dos vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Os poderes executivos, ou seja, O Presidente da República e Vice, os governadores dos estados e seus vices e os prefeitos municipais e seus vices e o Poder Judiciário não entraram nessa conta. Entrando, o montante subiria consideravelmente.
O poder é do povo (a soberania popular) que elege os seus representantes quando lhes outorga ou lhes delega um mandato parlamentar para o Legislativo ou para o Executivo. É importante destacar, todavia, que o povo não lhes passou nenhuma procuração para espoliarem e saquearem o erário em seu nome, muito menos mentirem descarada e impunemente para toda a nação.
O que se espera é que os eleitos contribuam para que o país prospere, levando consigo, nesse crescimento, os brasileiros que militam dia a dia, incansavelmente, pagando não só seus impostos, mas toda conta gerada pelas crises que atropelam a nação desde o Império.
terça-feira, 6 de abril de 2010
A Gramática do Cotidiano
Às vezes paramos um texto com alguma dúvida ortográfica ou gramatical e nos perguntamos: como se escreve essa palavra? Tem acento ou não? Com hífen ou sem hífen? Isso já aconteceu com você? Acontece com todo mundo. Ninguém está livre disso, nem você. O caminho é o dicionário ou ter ao alcance das mãos uma gramática que o auxilie no dia-a-dia.
terça-feira, 2 de março de 2010
sábado, 28 de novembro de 2009
E Pilatos lavou as mãos
Então Pilatos viu que não conseguia nada, e que o povo estava começando a se revoltar, mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:
- Eu não sou responsável pela morte deste homem, isso é com vocês. (Mt 27:24)
Desde então, diante de uma decisão que se quer postergar ou passar a outrem, a expressão “lavar as mãos” se eternizou. Uma maneira de se livrar do crivo do julgamento e não se desgastar com as partes envolvidas.
Foi assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) se portou, na última quinta (19), no caso Cesare Battisti, transferindo para Lula a última palavra sobre a extradição do ex-guerrilheiro italiano.
As relações entre autoridades brasileiras e italianas vêm sendo nada amistosas, isto porque o ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, tem declarado sua posição de não ser favorável à extradição de Battisti, declarando, em entrevista, que setores da sociedade e do governo da Itália reclamam o retorno de Battisti porque sofrem “influências fascistas”.
Isso pode ecoar como uma provocação e insulto, visto que, segundo os próprios italianos, o fascismo já foi varrido daquele país há muito tempo.
Prato cheio para os opositores de Tarso Genro que aproveitaram para jogar lenha na fogueira, salientando que o ministro não deveria ter insultado a Itália com esta pejorativa declaração e perdeu uma boa oportunidade de ficar calado.
Na verdade, qualquer um tem direito de achar que Battisti deve ficar no Brasil, mas nunca agredir e arranhar uma relação diplomática construída solidamente durante décadas.
Aliás, que interesses pode haver de o Brasil querer manter mais um preso aqui em nossa carceragem já tão superlotada? Por que proteger assim uma pessoa que deve ao seu país? E se o Brasil necessitar de extradição da Itália para cá, como se comportará o ministro falastrão?
Teme-se que o presidente Lula, que tem agora a batata quente nas mãos, pense igual ao ministro da Justiça e queira dar hospitalidade a um criminoso em detrimento das relações entre os dois países.
E não pasmem se isso ocorrer, visto que Lula tem ações, no mínimo, polêmicas. Há pouco, recebeu a Autoridade Palestina e ainda fez comentários sobre as ações de Israel na faixa de Gaza. Semana que vem, receberá Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã. Ambos são autoridades maiores de países, no mínimo, suspeitos de serem protagonistas de atos repudiados pelo Ocidente, lado político em que o Brasil e seus aliados estão inseridos.
É certo que nos últimos tempos, o Brasil ganhou muita projeção na política de relações internacionais, isso porque, historicamente, nosso país é um Estado coerente que tem sabido calar e falar nas horas certas e, por isso, ganhou respeito, admiração e notoriedade.
Portanto as autoridades que administram o país precisam ter cuidado para que a imagem brasileira não seja arranhada, principalmente se for em benefício de pessoas que nada têm a oferecer ao país.
- Eu não sou responsável pela morte deste homem, isso é com vocês. (Mt 27:24)
Desde então, diante de uma decisão que se quer postergar ou passar a outrem, a expressão “lavar as mãos” se eternizou. Uma maneira de se livrar do crivo do julgamento e não se desgastar com as partes envolvidas.
Foi assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) se portou, na última quinta (19), no caso Cesare Battisti, transferindo para Lula a última palavra sobre a extradição do ex-guerrilheiro italiano.
As relações entre autoridades brasileiras e italianas vêm sendo nada amistosas, isto porque o ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, tem declarado sua posição de não ser favorável à extradição de Battisti, declarando, em entrevista, que setores da sociedade e do governo da Itália reclamam o retorno de Battisti porque sofrem “influências fascistas”.
Isso pode ecoar como uma provocação e insulto, visto que, segundo os próprios italianos, o fascismo já foi varrido daquele país há muito tempo.
Prato cheio para os opositores de Tarso Genro que aproveitaram para jogar lenha na fogueira, salientando que o ministro não deveria ter insultado a Itália com esta pejorativa declaração e perdeu uma boa oportunidade de ficar calado.
Na verdade, qualquer um tem direito de achar que Battisti deve ficar no Brasil, mas nunca agredir e arranhar uma relação diplomática construída solidamente durante décadas.
Aliás, que interesses pode haver de o Brasil querer manter mais um preso aqui em nossa carceragem já tão superlotada? Por que proteger assim uma pessoa que deve ao seu país? E se o Brasil necessitar de extradição da Itália para cá, como se comportará o ministro falastrão?
Teme-se que o presidente Lula, que tem agora a batata quente nas mãos, pense igual ao ministro da Justiça e queira dar hospitalidade a um criminoso em detrimento das relações entre os dois países.
E não pasmem se isso ocorrer, visto que Lula tem ações, no mínimo, polêmicas. Há pouco, recebeu a Autoridade Palestina e ainda fez comentários sobre as ações de Israel na faixa de Gaza. Semana que vem, receberá Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã. Ambos são autoridades maiores de países, no mínimo, suspeitos de serem protagonistas de atos repudiados pelo Ocidente, lado político em que o Brasil e seus aliados estão inseridos.
É certo que nos últimos tempos, o Brasil ganhou muita projeção na política de relações internacionais, isso porque, historicamente, nosso país é um Estado coerente que tem sabido calar e falar nas horas certas e, por isso, ganhou respeito, admiração e notoriedade.
Portanto as autoridades que administram o país precisam ter cuidado para que a imagem brasileira não seja arranhada, principalmente se for em benefício de pessoas que nada têm a oferecer ao país.
domingo, 15 de novembro de 2009
Descriminalização da maconha – grande passo para o “welcome” coca
O mundo resolveu legislar em favor da maconha. A América Latina – histórica seguidora das tendências européias e americanas – está aderindo a essa moda. Brasil, Argentina, Chile e México já deram a carta de alforria a essa droga, considerada leve.
Para os pais que sofrem com filhos mergulhados no mundo das drogas a partir dessa tal droga “levezinha”, descriminalização é um palavrão que tem influência e efeitos diretos sobre a relação dos seus filhos com as drogas, tema que não se esgota a partir de leis.
O tema é polêmico. Divide opiniões entre especialistas, pais e autoridades. Infelizmente, quem tem o poder de decisão é quem menos quer ouvir.
Pela nova lei sobre drogas no Brasil, consumir, portar, cultivar e comercializar maconha não será mais crime. A legalização, portanto, abrangeria toda a cadeia – produção, distribuição e comercialização em larga escala –, transformando a maconha em um produto como outro qualquer, sujeito a regulamentações, impostos e fiscalização.
Escola, clube, academias, boates e até lanchonetes servirão de vitrine para o consumo de maconha.
- Vai um cigarrinho aí king size com filtro? – Pergunta o garçom.
As “piruas” mais chiques vão perguntar na tabacaria de luxo?
– Tem cigarrete de erva pura natural do vale do São Francisco com Papel Smoking King Size Deluxe?
– Claro! Claro! ¬– Responde a elegante atendente. – Tem também com papel Smoking SMK King Size.
– O luxo de FAIRLANE Slims, feitos na União Europeia – Explicou um distinto senhor que comprava alguns para seu estoque de casa onde faz a cabeça tranquilamente na sua varanda confortável.
Antes dessa discussão, alguns países já deram sinais de complacência com as drogas. O Brasil aprovou em 2006 uma lei que descriminaliza o porte de maconha para uso pessoal. Na Colômbia, não só é permitido o porte de doses de maconha para consumo pessoal como de qualquer droga, incluindo a cocaína, depois que uma Corte Constitucional do país defendeu o direito ao livre desenvolvimento da personalidade. A Argentina está debatendo o tema e, fora da região, os pioneiros na descriminalização do consumo são Suécia, Holanda, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.
Os defensores da legalização argumentam que essa lei poderá surtir mais efeito no combate às drogas que a repressão. Entretanto pode ser um grande “tiro no pé”, pois o que garante que a liberdade de uso poderá atenuar o tráfico? Pesquisas têm confirmado a tese da co-responsabilidade do consumidor pela cadeia do tráfico. O mais leigo sabe que quem alimenta o tráfico é o consumidor, é o uso pessoal, exatamente o que a lei quer liberar. O consumidor da maconha será o alvo da comercialização.
Quantos pais estão aflitos por verem uma porta escancarar-se diante dos olhos ingênuos de seus filhos rumo a drogas pesadas. Quantos filhos não encontraram esse caminho ao experimentar a maconha? Caminho sem volta diga-se de passagem.
Como tudo que é polêmico vira moda, os primeiros anos serão terríveis. Imagino quantos jovens não se arvorarão a consumir maconha pelo simples fato de ser liberado dar tragadas profundas em plena praça, na boate, no pátio da escola.
Cabe à sociedade se manifestar e dar seu parecer. São os pais, mães, avós, tios, professores, líderes religiosos e pessoas idôneas quem devem dizer se querem ou não que seus jovens e as drogas tenham tamanha aproximação.
Para os pais que sofrem com filhos mergulhados no mundo das drogas a partir dessa tal droga “levezinha”, descriminalização é um palavrão que tem influência e efeitos diretos sobre a relação dos seus filhos com as drogas, tema que não se esgota a partir de leis.
O tema é polêmico. Divide opiniões entre especialistas, pais e autoridades. Infelizmente, quem tem o poder de decisão é quem menos quer ouvir.
Pela nova lei sobre drogas no Brasil, consumir, portar, cultivar e comercializar maconha não será mais crime. A legalização, portanto, abrangeria toda a cadeia – produção, distribuição e comercialização em larga escala –, transformando a maconha em um produto como outro qualquer, sujeito a regulamentações, impostos e fiscalização.
Escola, clube, academias, boates e até lanchonetes servirão de vitrine para o consumo de maconha.
- Vai um cigarrinho aí king size com filtro? – Pergunta o garçom.
As “piruas” mais chiques vão perguntar na tabacaria de luxo?
– Tem cigarrete de erva pura natural do vale do São Francisco com Papel Smoking King Size Deluxe?
– Claro! Claro! ¬– Responde a elegante atendente. – Tem também com papel Smoking SMK King Size.
– O luxo de FAIRLANE Slims, feitos na União Europeia – Explicou um distinto senhor que comprava alguns para seu estoque de casa onde faz a cabeça tranquilamente na sua varanda confortável.
Antes dessa discussão, alguns países já deram sinais de complacência com as drogas. O Brasil aprovou em 2006 uma lei que descriminaliza o porte de maconha para uso pessoal. Na Colômbia, não só é permitido o porte de doses de maconha para consumo pessoal como de qualquer droga, incluindo a cocaína, depois que uma Corte Constitucional do país defendeu o direito ao livre desenvolvimento da personalidade. A Argentina está debatendo o tema e, fora da região, os pioneiros na descriminalização do consumo são Suécia, Holanda, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.
Os defensores da legalização argumentam que essa lei poderá surtir mais efeito no combate às drogas que a repressão. Entretanto pode ser um grande “tiro no pé”, pois o que garante que a liberdade de uso poderá atenuar o tráfico? Pesquisas têm confirmado a tese da co-responsabilidade do consumidor pela cadeia do tráfico. O mais leigo sabe que quem alimenta o tráfico é o consumidor, é o uso pessoal, exatamente o que a lei quer liberar. O consumidor da maconha será o alvo da comercialização.
Quantos pais estão aflitos por verem uma porta escancarar-se diante dos olhos ingênuos de seus filhos rumo a drogas pesadas. Quantos filhos não encontraram esse caminho ao experimentar a maconha? Caminho sem volta diga-se de passagem.
Como tudo que é polêmico vira moda, os primeiros anos serão terríveis. Imagino quantos jovens não se arvorarão a consumir maconha pelo simples fato de ser liberado dar tragadas profundas em plena praça, na boate, no pátio da escola.
Cabe à sociedade se manifestar e dar seu parecer. São os pais, mães, avós, tios, professores, líderes religiosos e pessoas idôneas quem devem dizer se querem ou não que seus jovens e as drogas tenham tamanha aproximação.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
EDUCAÇÃO, TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS, CURRÍCULO E FORMAÇÃO DO EDUCADOR.
Fomos crianças num tempo em que o mundo girava mais devagar, quando a previsão de Mc Luhan, de que a televisão transformaria o planeta numa grande aldeia, soava como retórica longínqua e folclórica. Hoje, uma nova geração de jovens é criada na época da informação, numa era da imagem e da eletrônica. Descobrem o mundo e se descobrem motivados por aparelhos cada vez mais sofisticados. Nem imaginam que um dia o lugar onde hoje, em nossa casa, estão a TV, o vídeo, o microcomputador, CD, o DVD e outras novidades tecnológicas estavam estantes cheias de livros.
O panorama mundial, no qual estamos inseridos, apresenta um quadro de profundas transformações. O efeito da revolução tecnológica, que marcou o século XX e trouxe a globalização, afetou, maciçamente, todos os setores da sociedade. As mudanças experimentadas chegam numa velocidade estonteante. As transformações que causam deixam, em todos os segmentos sociais, o imperativo: “É preciso atualizar-se para acompanhar as transformações!”
Todos esses rumores chegaram ao setor educacional com a mesma força e velocidade com que chegaram a outros setores. Vêem-se, cada vez mais escolas aparelhadas com tecnologia de ponta. A informática é, hoje, sem dúvida alguma, a grande aliada da escola. O material didático produzido por esse setor da economia está superando as expectivas. Os “softs” utilizados por muitas empresas educacionais têm despertado novos interesses nos alunos que agora dispõem de uma maneira nova e lúdica de estudar. No meio dessas transformações, estão as apostilas que ocupam, hoje, o lugar do livro didático em muitas escolas particulares. Apresentam-se como sistema de ensino apostilado e se manifestam cada vez mais atraentes visando à atenção de professores e escolas. Produzem "softs", jogos interativos, hipertextos, aulas a parir da hipermídia. Essas apostilas – produzidas por essas megaescolas – são acompanhadas de CD Rom, kits completos de multimídia com links diretos para diversas homes pages. Os alunos estudam navegando pela Web. Não só aprendem os conteúdos do curso, mas também aprendem outros conteúdos através de uma imensidão de informações.
Aí, nesse momento deve entrar a figura do educador, que deve estar munido de preparo para ensinar nesse ciberespaço. Deve ser o mediador entre esse universo de informação e o ciberconhecimento sem deixar o jovem perder de vista o seu papel de aprendiz
Fomos crianças num tempo em que o mundo girava mais devagar, quando a previsão de Mc Luhan, de que a televisão transformaria o planeta numa grande aldeia, soava como retórica longínqua e folclórica. Hoje, uma nova geração de jovens é criada na época da informação, numa era da imagem e da eletrônica. Descobrem o mundo e se descobrem motivados por aparelhos cada vez mais sofisticados. Nem imaginam que um dia o lugar onde hoje, em nossa casa, estão a TV, o vídeo, o microcomputador, CD, o DVD e outras novidades tecnológicas estavam estantes cheias de livros.
O panorama mundial, no qual estamos inseridos, apresenta um quadro de profundas transformações. O efeito da revolução tecnológica, que marcou o século XX e trouxe a globalização, afetou, maciçamente, todos os setores da sociedade. As mudanças experimentadas chegam numa velocidade estonteante. As transformações que causam deixam, em todos os segmentos sociais, o imperativo: “É preciso atualizar-se para acompanhar as transformações!”
Todos esses rumores chegaram ao setor educacional com a mesma força e velocidade com que chegaram a outros setores. Vêem-se, cada vez mais escolas aparelhadas com tecnologia de ponta. A informática é, hoje, sem dúvida alguma, a grande aliada da escola. O material didático produzido por esse setor da economia está superando as expectivas. Os “softs” utilizados por muitas empresas educacionais têm despertado novos interesses nos alunos que agora dispõem de uma maneira nova e lúdica de estudar. No meio dessas transformações, estão as apostilas que ocupam, hoje, o lugar do livro didático em muitas escolas particulares. Apresentam-se como sistema de ensino apostilado e se manifestam cada vez mais atraentes visando à atenção de professores e escolas. Produzem "softs", jogos interativos, hipertextos, aulas a parir da hipermídia. Essas apostilas – produzidas por essas megaescolas – são acompanhadas de CD Rom, kits completos de multimídia com links diretos para diversas homes pages. Os alunos estudam navegando pela Web. Não só aprendem os conteúdos do curso, mas também aprendem outros conteúdos através de uma imensidão de informações.
Aí, nesse momento deve entrar a figura do educador, que deve estar munido de preparo para ensinar nesse ciberespaço. Deve ser o mediador entre esse universo de informação e o ciberconhecimento sem deixar o jovem perder de vista o seu papel de aprendiz
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